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JADER DO VAL (PIONEIRO)

  • 13 de ago.
  • 5 min de leitura

Ocupação - cafeicultor e comerciante

Data de nascimento - 03/01/1891 - Santa Teresa de Valença/RJ (Rio das Flores - atual)

Data de morte – 19/02/1976, às 16h, em sua residência, Rua Chavantes, 561, Tupã/SP (aos 85 anos) de AVC, atestada pelo médico Dr. Edmundo Vieira Prado


História da Família

Jader era filho de José Gomes do Val e Idalina Nascimento do Val, e neto de Matheus Gomes do Val (Santana de Carnota – Portugal), que chegou no Brasil em 1816 para administrar propriedades rurais.


Jader do Val nasceu em 1891 em Santa Tereza de Valença (atual Rio das Flores) localizada no vale do Paraíba, Rio de Janeiro, turisticamente conhecida como “Vale do Café”, onde surgiram as primeiras plantações de café no Brasil.


Seu avô, Matheus Gomes do Val casou-se com Maria Thereza de Jesus Soares de Meirelles, uma das famílias mais antigas de Minas Gerais (século 18) e fundou em Santa Tereza a fazenda Cachoeira da Alegria, uma grande produtora de café.


Com o falecimento do avô Matheus e da avó Maria Thereza, e do declínio do café no Rio, Jader mudou-se com os pais e parte da família para a região cafeeira de Ribeirão Preto, conhecida como “capital mundial do café”.  


Jader do Val casou-se pela primeira vez com Isabel Molica do Val, na cidade de Pindorama e tiveram 11 filhos: Carmem, Nomi, Mauro, Lídia, Laura, Maria Isabel, Jader José, Juarez, Guaraciaba, Sebastião Luiz e Jaiza.


1928 marca a chegava em Tupã da família do Val, segundo relato dos filhos Guaraciaba e Jaiza no ano de 2026.


Cafeicultor

No livro “Construtores da Torre de Babel” do historiador Paulo José, o autor conta que Jader foi fundador do bairro São Bento. 

“...Nos idos de 1929, ao mesmo tempo em que Souza Leão abria Tupã, um grupo de quatro famílias: João Helena (negro), Reinaldo Schinor (alemão), Leoni Macieri (italiano), e Francisco Chimatz (alemão), vindos de Santa Rita do Passa Quatro, a convite de Jader do Val, proprietário da Fazenda São Bento, utilizando a estrada que vinha de Glicério, na região de Penápolis, passando pelo ponte do rio feio ou Aguapei, num “Pé- de- Bode” seguindo pela antiga estrada que ligava Penápolis até Santana (atual Herculândia), atingindo Juliânia e desta, através de uma picada, de onde se retiravam toras, chegaram ao local hoje chamado Bairro São Bento, cerca de 12 quilômetros do centro urbano de Tupã. Quando chegaram tudo era mato. Eles vieram para formar 40.000 pés de café...”.

De acordo com depoimentos das filhas do primeiro casamento de Jader, a fazenda ficou sendo chamada de Santa Isabel tempos depois, homenageando a sua primeira esposa, Isabel Molica.


Sua filha Maria Isabel Molica do Val também ministrou aulas na escola da fazenda durante um período e depois passou a se dedicar aos trabalhos de voluntariado como freira. Era chamada pela família como tia “Batuta”.


Também residiam em Tupã seus irmãos: Roberto, José, Mario, Dulce e Zilda. Jader e Zilda foram únicos que deixaram descendentes.


Jader dedicou-se ao cultivo de café, que na propriedade alcançava boa produção. Foi na fazenda que nasceu a maioria dos 11 filhos do primeiro casamento.


Com o falecimento da sua esposa Isabel Molica, Jader vendeu a Santa Isabel para o fundador de Tupã, Luiz de Souza Leão e se mudou para São Manuel (SP) onde adquiriu uma fazenda, constituiu nova família e ali residiu por muito tempo.


Segundo casamento e família

Quando se mudou para São Manuel, Jader possuía as fazendas Boa Vista e Santa Maria. Na fazenda Boa Vista, conheceu Irene Rodrigues da Rocha, que trabalhava na propriedade juntamente com sua família.


Os dois namoraram e se casaram no dia 3 de janeiro de 1950. Jader tinha 60 anos e Irene 19 (nasceu em 15/10/1931). Irene passou a assinar como Irene Rocha do Val. Juntos tiveram seis filhos.


No mesmo ano, nasceu o primeiro filho do casal, Luís Augusto do Val que nasceu em 23/12/1950. Paulo Cesar do Val nasceu dois anos depois no dia 17/09/1952 e faleceu em 2020. Francisco Carlos do Val nasceu em 05/03/1954. A primeira filha, Vera Maria do Val nasceu no dia 19/02/1956.


A família residia em Pratânia (distrito a época), mas os quatro filhos nasceram na cidade de São Manuel, no Hospital São Vicente de Paula. Após o nascimento da filha Vera, Jader voltou para Tupã, juntamente com a esposa Irene e os quatro filhos.


O casal teve mais duas filhas, Denise Rita do Val nasceu em Tupã no dia 18/05/1958 e faleceu no dia 08/03/2005. Morando no Estado do Paraná, na cidade de Nova Londrina, nasceu mais uma filha, Maria de Fátima do Val no dia 12/08/1960, que faleceu 2 meses e 18 dias após o nascimento.


A filha Vera Maria, com 70 anos (em 2026), faz o seguinte depoimento:


Após esse período, voltamos para Tupã. Meu pai já não tinha suas propriedades e buscou de várias formas se reestabelecer na cidade. Próximo aos seus 80 anos, meu pai desenvolveu Alzheimer. Sem condições de permanecermos em Tupã para cuidar dele, nos mudamos para Sorocaba. Meu pai continuou morando em Tupã, sob os cuidados de duas de suas irmãs, minhas tias Dulce e Zilda, até sua morte, aos 85 anos, em 1976.

Irene (esposa, 94 anos), ao lado da certidão de casamento e dos filhos Vera Maria (70 anos), Francisco Carlos (72 anos), Luís Augusto (75 anos), Denise Rita (falecida) e Paulo César (falecido) - informações atualizadas em 08/2026



Vida Pública

Jader foi subprefeito do Distrito de Pindorama (hoje município) que pertencia ao município de Santa Adélia, comarca de Taquaritinga.


Em 06 de Outubro de 1975, quando o Clube Marajoara completou 35 anos, o presidente a época, Adolpho Bartsch, homenageou seus fundadores, entre eles Jader do Val, gravando seus nomes em uma placa na sede do clube tupãense localizada na Rua Aimorés 811, onde funciona atualmente o Clube dos Comerciários.


A história da família do Val está descrita no livro “A fundação de Tupã”, escrito pelo fundador, Luiz de Souza Leão. E também no livro Tupã, depoimentos de uma cidade (2004), a família Do Val é citada, sendo que uma das autoras do livro, a professora de história, Iara Bianchi Nakayama, é neta de Jader.


A chegada da família do Val no Brasil também está retratada na obra “Cachoeira e Porangaba”, do escritor e desembargador Vieira Ferreira, primo de Jader do Val, que publicou o livro em 1951.


Jader do Val faleceu em Tupã no ano de 1976 e deixou diversos descendentes aqui na cidade. Seu filho, Mauro do Val foi um dos fundadores do grupo “Chapéus Brancos” e da cooperativa Coplap.

Certidão de óbito de Jader do Val - falecido no dia 19 de fevereiro de 1976, em sua residência, na Rua Chavantes, 561, aos 85 anos
Certidão de óbito de Jader do Val - falecido no dia 19 de fevereiro de 1976, em sua residência, na Rua Chavantes, 561, aos 85 anos

Fontes de pesquisa:

Guilherme Bianchi - jornalista

Vera Maria do Val - filha, residente em Sorocaba

Livros e autores citados nesta biografia

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Vera Maria do Val Costa
27 de jul.

Biografia Incompleta

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José Rogerio
29 de jul.
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