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JADER DO VAL (PIONEIRO)

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Ocupação - cafeicultor e comerciante

Data de nascimento - 1891 - Santa Teresa de Valença/RJ (Rio das Flores - atual)

Data de morte - 1976 em Tupã (aos 85 anos)


História da Família

Neto de Matheus Gomes do Val (Santana de Carnota – Portugal), que chegou no Brasil em 1816 para administrar propriedades rurais. Filho de José Gomes do Val e Idalina Nascimento do Val.


Nasceu em 1891 em Santa Tereza de Valença (atual Rio das Flores) localizada no vale do Paraíba, Rio de Janeiro, turisticamente conhecida como “Vale do Café”, onde surgiram as primeiras plantações de café no Brasil.


Casou-se com Maria Thereza de Jesus Soares de Meirelles, uma das família mais antigas de Minas Gerais (século 18) e fundou em Santa Tereza a fazenda Cachoeira da Alegria, uma grande produtora de café.


Com o falecimento do avô Matheus e a esposa Maria Thereza, e do declínio do café no Rio, Jader mudou-se com os pais e parte da família para a região cafeeira de Ribeirão Preto, conhecida como “capital mundial do café”.  


1928 marca a chegava em Tupã da família do Val, segundo relato dos filhos Guaraciaba e Jaiza no ano de 2026.


Cafeicultor

No livro “Construtores da Torre de Babel” do historiador Paulo José, o autor conta que Jader foi fundador do bairro São Bento. 


“...Nos idos de 1929, ao mesmo tempo em que Souza Leão abria Tupã, um grupo de quatro famílias: João Helena (negro), Reinaldo Schinor (alemão), Leoni Macieri (italiano), e Francisco Chimatz (alemão), vindos de Santa Rita do Passa Quatro, a convite de Jader do Val, proprietário da Fazenda São Bento, utilizando a estrada que vinha de Glicério, na região de Penápolis, passando pelo ponte do rio feio ou Aguapei, num “Pé- de- Bode” seguindo pela antiga estrada que ligava Penápolis até Santana (atual Herculândia), atingindo Juliânia e desta, através de uma picada, de onde se retiravam toras, chegaram ao local hoje chamado Bairro São Bento, cerca de 12 quilômetros do centro urbano de Tupã. Quando chegaram tudo era mato. Eles vieram para formar 40.000 pés de café...”.

De acordo com depoimentos das filhas de Jader, a fazenda ficou sendo chamada de Santa Isabel tempos depois, provavelmente homenageando a sua segunda esposa, Isabel Molica.


Jader dedicou-se ao cultivo de café, que na propriedade alcançava boa produção. Foi na fazenda que nasceu a maioria dos filhos. Teve quatro filhos e oito filhas. Com o falecimento da sua segunda esposa, Jader vendeu a Santa Isabel para o fundador de Tupã, Luiz de Souza Leão e mudou –se para São Manuel (SP) onde adquiriu uma fazenda e ali residiu.


Sua filha Maria Isabel Molica do Val também ministrou aulas na escola da fazenda durante um período e depois foi –se dedicar aos trabalhos de voluntariado como freira. Era chamada pela família como tia “Batuta”.


Também residiam em Tupã seus irmãos: Roberto, José, Mario, Dulce e Zilda. Jader e Zilda foram únicos que deixaram descendentes.


Vida Pública

Jader foi subprefeito do Distrito de Pindorama (hoje município) que pertencia ao município de Santa Adélia, comarca de Taquaritinga.


Em 06 de Outubro de 1975, quando o Clube Marajoara completou 35 anos, o presidente a época, Adolpho Bartsch, homenageou seus fundadores, entre eles Jader do Val, gravando seus nomes em uma placa na sede do clube tupãense localizada na Rua Aimorés 811, onde funciona atualmente o Clube dos Comerciários.


A história da família do Val está descrita no livro “A fundação de Tupã”, escrito pelo fundador, Luiz de Souza Leão. E também no livro Tupã, depoimentos de uma cidade (2004), a família Do Val é citada, sendo que uma das autoras do livro, a professora de história, Iara Bianchi Nakayama, é neta de Jader.


A chegada da família do Val no Brasil também está retratada na obra “Cachoeira e Porangaba”, do escritor e desembargador Vieira Ferreira, primo de Jader do Val, que publicou o livro em 1951.


Jader do Val faleceu em Tupã no ano de 1976 e deixou diversos descendentes aqui na cidade. Seu filho, Mauro do Val foi um dos fundadores do grupo “Chapéus Brancos” e da cooperativa Coplap.


Fontes de pesquisa:

Guilherme Bianchi - jornalista

Livros e autores citados nesta biografia

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